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Paris – Roteiro de 3 dias (Parte I)

Postado em 06/10/2015

Olá! :)

Hoje, vim contar como foi minha última viagem a Paris, uma cidade linda que vale a pena conhecer!!

Nós fomos de Londres a Paris de trem (Eurostar). A escolha do meio de transporte sempre é feita a partir de uma pesquisa de preço. Geralmente, consulto os sites Skyscanner (avião), NS International (trem) e GoEuro (todos).

Fizemos um roteiro bem legal, no qual visitamos, praticamente, todos os pontos principais da cidade, andando bastante ao longo do dia todo, mas sem precisar correr (muito).

Ah, além de andar também usamos trem e metrô. Foi fácil comprar os tickets nas máquinas das estações e nos guiamos pelo Google Maps. Tinham me falado que as estações eram muito sujas, mas, de verdade, estava tudo bem limpinho. Só fiquei presa na porta do metrô um dia, mas tudo bem, sobrevivi 😀

No vídeo, você pode acompanhar os lugares por onde passamos nos dois primeiros dias (sábado à noite e domingo o dia inteiro).

Vou deixar aqui a lista de lugares com endereços, horários, preços e links:

Gare du Nord (estação de trem)
Ponte Alexandre III
Torre Eiffel (Site)
Horários:
Todos os dias das 9h30 às 23h (No verão, das 9h às 24h)

Preços:
Adulto – €17
De 12 a 24 anos – €14,50
De 4 a 11 anos – €10
Grátis para menores de 4 anos

Arco do Triunfo (Site)
Nós não subimos, mas é possível subir para uma vista panorâmica.

Horários:
Aberto todos os dias
De 1 de Abril a 30 de Setembro: Das 10h às 23h
De 1 de Outubro a 31 de Março: Das 10h às 22h30
(Última admissão: 45 minutos antes de fechar)

Preços:
Adulto – €9,50
Meia tarifa – €6
Grátis para menores de 18 anos

Champs Elysees (Aqui há muitas lojas lindas para todos os gostos! Vale a pena passar um tempo andando e entrando em algumas dessas lojas de marcas famosas.)
Praça da Concórdia
Sorveteria Amorino (Há em várias pontos da cidade e os sorvetes são sempre deliciosos! Esse endereço que deixei aqui é da que mostro no vídeo, perto do Louvre)
Louvre (Site)
Horários: Todos os dias das 9h às 18h (exceto às 3as)
Às 4as e 6as, fica aberto até às 21h45.

Preço: €15
Acesso gratuito mediante a apresentação de uma prova válida para:
– a idade de 18 anos mediante apresentação de um documento de identificação oficial;
– jovens de 18 a 25 anos que vivem em um dos países da União Europeia, mediante a apresentação de comprovante de residência em um desses países e documento de identidade oficial;
– os professores em história da arte, artes plásticas, artes aplicadas, mediante a apresentação do documento afirmando o assunto;
– e visitantes portadores de deficiência que os acompanha.

Por enquanto, fico por aqui! 😉
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Até a próxima!

Carteira de Motorista

Postado em 18/08/2015

Olá! :)

Para quem planeja morar na Holanda, uma das coisas a fazer é a carteira de motorista daqui, pois a do Brasil tem uma validade de 6 meses a partir do dia em que você se cadastrar na prefeitura.

Por isso, resolvemos fazer a carteira do Alexandre.

Para dar início ao processo, fui à Prefeitura e peguei um formulário (paguei por volta de €30) que o Alexandre devia preencher. São perguntas de exame médico e o Alexandre levou ao trabalho para o pessoal traduzir o holandês.

Se todas as respostas forem “não”, você deve enviar o formulário pelo correio e receberá, da mesma forma, uma carta dizendo que está tudo certo.

Se alguma resposta for “sim”, você deve enviar o formulário pelo correio e receberá, da mesma forma, uma carta dizendo que precisa passar em um médico.

Voltamos à prefeitura para pedir a carteira de motorista e, para isso, precisamos levar:
– A carta que recebemos do correio (mencionada acima);
– Carteira de motorista do Brasil (dentro da validade);
– Comprovação de que o Alexandre faz parte da regra dos 30%;
– Permissão para morar aqui;
– Foto (um pouco maior que 3X4, dá para tirar na própria prefeitura).

Apresentando todos esses documentos e pagando cerca de €40 é só esperar. Cerca de 3 semanas depois, você deve voltar à prefeitura para pegar sua nova carteira de habilitação.

A carteira de motorista do Brasil é enviada ao consulado (que fica em Rotterdam) e você pode ir buscá-la (uns 3 meses depois).

Por enquanto, fico por aqui! 😉
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Até a próxima!

Regra dos 30%

Olá! :)

Hoje, estou aqui para falar de um assunto mais burocrático, voltado para quem planeja vir trabalhar na Holanda: a regra dos 30%.

Essa regra foi criada para ajudar os imigrantes com os custos a mais envolvidos em construir a sua vida em outro país. De acordo com ela, os impostos (que são bem altos por aqui) serão cobrados sobre 70% do seu salário, os outros 30% ficam livres dos encargos tributários.

Parece bom, não é mesmo?

Para aplicar para essa regra, há algumas condições:

– O empregado tem que trabalhar para alguém.

– O empregado e o empregador devem concordar, por escrito, com essa regra. Isso porque como os impostos serão cobrados sobre 70% do seu salário, esse vai ser considerado como valor total para qualquer outro tipo de benefício.

– O empregado deve vir do exterior, não pode já estar morando aqui. A empresa deve justificar para o governo porque precisar trazer alguém de fora do país e receber a permissão para isso. Por isso, a outra condição é:

– O empregado deve ter competências e habilidades difíceis de encontrar na Holanda, escassas no mercado de trabalho.

– O valor anual do salário deve atingir um mínimo exigido (e ajustado anualmente). Em 2015, esse valor é de 36.378 euros.

Essa regra tem a validade de 8 anos. Se você trocar de emprego nesse período, pode aplicar novamente desde que o intervalo entre eles seja menor que 3 meses.

Uma última consideração: se o pedido para fazer parte dessa regra for feito até 4 meses depois de o empregado começar a trabalhar, ele recebe de volta os impostos que pagou antes disso. Se for feito depois, esquece o período que já passou e começa a valer a partir de quando foi aplicado.

Para mais informações, clique aqui e aqui (em inglês).

Por enquanto, fico por aqui! 😉
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Até a próxima!

 

Conta no Banco e Prefeitura

Olá! :)

Hoje, o assunto é burocrático, não é divertido, mas é necessário.

Depois de ir à Imigração e acertar nosso visto, nossas próximas paradas tinham que ser um banco (para abrir uma conta) e a prefeitura (para fazer nosso cadastro e receber o BSN).

E aí temos um pequeno problema: para abrir conta em um banco você precisa do BSN, para ter o BSN você precisa do contrato de aluguel, para alugar uma casa você precisa de uma conta em um banco. E é nesse momento que ficamos presos pela burocracia.

Mas já sabendo disso, o banco “deu uma aliviada” e nos permitiu abrir uma conta sem BSN. Abrimos no ABN AMRO. Em vários bancos, já tem uma pessoa responsável pelas contas de estrangeiros, que faz tudo em inglês. Nossos amigos, que já moravam aqui, nos passaram o email da gerente (mas você pode ligar no telefone abaixo), marcamos um horário e fomos ao banco com passaportes, carteirinhas da imigração, contrato de trabalho do Alexandre e passamos o endereço da casa onde estávamos hospedados. Os cartões de débito e as respectivas senhas chegaram poucos dias depois pelo correio.

Banco resolvido, hora de se cadastrar na prefeitura.

Ligamos para prefeitura de Rotterdam e eles só tinham horário para dali a um mês. Não tínhamos o que fazer a não ser esperar. Como nesse período iríamos mudar para o Haarlem e teríamos que nos recadastrar na prefeitura, esperamos para vir direto na daqui.

Como a cidade é menor, de manhã (das 9h às 12h) não precisa nem marcar horário, é só ir até lá. Fomos com nossos passaportes, carteirinha da imigração, certidão de casamento traduzida e juramentada, certidões de nascimentos traduzidas e juramentadas, contrato de trabalho do Alexandre, contrato de aluguel da casa e cópia do passaporte da dona da casa.

Lá, tivemos que preencher um formulário gigante e só. O BSN seria enviado pelo correio.

Alguns problemas com o correio depois, a carta chegou e tínhamos o tão exigido número (BSN) para começar os próximos passos: regra dos 30% no contrato do Alexandre, plano de saúde e carteira de motorista.

Mas isso é assunto para o próximo post 😉

ABN AMRO
Informações sobre como abrir uma conta
Telefone: 0900 – 81 70
Telefone se for ligar de fora da Holanda: +31 10 – 241 17 23
(Os telefones funcionam 24 horas por dia e 7 dias por semana)

Gemeente Haarlem (Prefeitura)
Zijlvest 39, 2011 VB
Telefone: 14 023
Telefone se for ligar de fora da Holanda: 00 31 23 511 5115)
Horário de funcionamento: 2a a 6a das 9h às 16h (5a até às 20h)

Por enquanto, fico por aqui.
Escreva seus comentários e sugestões para os próximos posts.
Até semana que vem!

 

Documentação e Legalização

Olá! :)

Vou contar um pouquinho sobre o nosso processo de permissão e legalização para morar aqui.

Enquanto estávamos no Brasil, o Alexandre fez entrevista para uma empresa daqui. Quando passou, a empresa fez o pedido para que ele pudesse trabalhar e morar aqui (me incluindo nessa parte). Esperamos a resposta da Holanda e, para completar o processo, precisamos tirar novos passaportes (pois os nossos iam vencer em 6 meses) e fazer uma tradução juramentada das nossas certidões de casamento e nascimento para o holandês.

Essas traduções não são muito baratas e o processo todo foi feito por sedex. Nós tiramos mais uma via original de cada certidão (pedimos no cartório), mandamos as certidões originais para a Embaixada da Holanda (em Brasília), depois elas foram enviadas para a tradutora registrada no Brasil e na Holanda (Sra. Therezinha Geest) que mora em Holambra e, por fim, foram devolvidas para nós.

Quando a Holanda confirmou nossa permissão, tivemos que ir ao Consulado Holandês em SP. Preparamos os documentos (2 cópias do passaporte, certidões traduzidas, 2 fotos para o passaporte, formulário do MVV preenchido (http://www.rsonac.org/appendices/mvv-application-form.html), autorização que o Alexandre recebeu). Agendamos pelo site http://saopaulo.nlconsulado.org e fomos no dia seguinte.

O consulado fica em um prédio comercial, só tem uma bandeira holandesa na janela, é até um pouco difícil de achar.  Lá, foi bem tranquilo. As pessoas falam português e são bastante solícitas. A moça que nos atendeu pediu que arrumássemos algumas coisas no formulário, “tiramos” as digitais de todos os dedos e nosso passaporte foi enviado para receber o visto.

Depois de, mais ou menos, 15 dias, ele ficou pronto e voltamos lá para pegá-lo. Só depois dessa confirmação, compramos as passagens.

Viemos para Holanda e na empresa em que o Alexandre trabalha, chegaram cartas para nós  dizendo que devíamos comparecer ao escritório da Imigração em Amsterdam com os passaportes e o contrato de trabalho dele. Não precisava marcar, só aparecer lá de 2a a 6a das 9h às 16.

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Endereço:
Stadhouderskade,85
1073 AT Amsterdam

(Também há escritórios da Imigração em outras 7 cidades. Mais informações no site https://ind.nl/EN/Pages/default.aspx – em inglês)

Nós fomos até lá, mostramos a carta na recepção, recebemos uma senha e esperamos um pouco até sermos chamados. Apresentamos os documentos. O moço “tirou” nossas digitais e nos entregou nossas carteirinhas de imigrantes, que nos permitem morar aqui e que devem ser renovadas ano que vem.

Agora sim, estamos legalizados aqui (para morar/trabalhar, porque como turista não precisa nem de visto, só do passaporte mesmo). Faltam mais alguns passos, mas quando os fizermos eu conto aqui para vocês.

No próximo post, 3a feira, vou contar um pouquinho sobre nosso primeiro passeio em Amsterdam.

Escreva seus comentários e sugestões sobre os próximos temas.
Até semana que vem! 😉

 

A chegada

Chegamos ao aeroporto de Amsterdã.

Andamos bastante da saída do avião até a polícia, e as malas só chegariam depois. Uma moça, que também estava no voo e falava espanhol, até nos perguntou se sabíamos onde pegar as malas. Dissemos para ela que estávamos seguindo as placas, porque era justamente o que estávamos fazendo, seguindo as placas amarelas com o desenho de uma mala.

Enquanto andava, aproveitei para avisar a família que tinha chegado. Para isso, contei com o wifi free do aeroporto. Você pode liberá-lo por 30 minutos e renová-lo (ainda de graça) quando o tempo acabar.

Na hora de passar pela polícia, sempre dá aquele frio na barriga. É o momento em que, simplesmente, pode dar alguma “zebra” e alguém decidir que você não pode entrar no país. Há duas filas, uma para quem tem passaporte europeu e uma para todos os outros, nosso caso.

Mostramos nossos passaportes. A policial perguntou o motivo da viagem, dissemos que o Alexandre iria trabalhar aqui. Ela olhou o visto e perguntou em que cidade iríamos morar. Então, liberou nossa entrada… ufa!

Começamos a procurar a esteira com nossas malas. Havia inúmeras esteiras. No começo, ficamos um pouco perdidos, olhando no painel em cima de cada esteira para descobrir qual era a nossa. Até que encontramos um painel maior que dizia em que esteira estava a bagagem de cada voo que havia desembarcado. Vimos para qual esteira deveríamos ir, não era nenhuma das que estavam ali, tínhamos que ir mais para frente.

Malas facilmente encontradas. Já tinha colocado fitinhas e adesivos para facilitar esse momento, o que deu certo.

Depois, fomos ao “meeting point”, uma parede quadriculada de branco e vermelho (fomos seguindo as placas para isso também) e nos encontramos com quem foi nos buscar.

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Meeting point (foto retirada do site do aeroporto).

A partir desse momento, fomos recepcionados por uma casal de amigos que nos ofereceram não só um lugar para ficar, enquanto procuramos nossa casa, como todas as dicas e o apoio necessário. Estão sendo maravilhosos e facilitando muito todo esse processo de mudança.

Se posso dar alguma dica, não só para quem vai mudar de país, é que apesar de, às vezes, nos sentirmos “grandes” o suficiente para resolvermos tudo sozinhos, devemos reconhecer nossa “miudeza” diante dos acontecimentos, aceitar e agradecer quem está disposto a tornar nosso caminho mais fácil :)

 

Saindo do Brasil

Após muita espera para arrumar toda a documentação necessária (tradução das certidões de nascimento e casamento em holandês; aprovação da Holanda e visto temporário para podermos morar aqui), compramos nossa passagem para dia 13/09.

Escolhemos a KLM por ter voo direto para Amsterdã.

A semana precedente à viagem não é das melhores. Uma mistura de tensão, medo, ansiedade e saudades fazem parte da rotina diária. Sou bem apegada à minha família, então pensar numa separação por um tempo longo aumentava o frio na barriga.

As malas já estavam praticamente prontas há um tempo… vendemos tudo que tínhamos em casa a fim de não trazer mais do que o permitido: 2 malas de 32kg por pessoa (mais a mala de mão).

Ainda assim, sobraram algumas coisinhas para resolvermos na última semana… alguns remédios e produtos que precisávamos comprar, conferir documentos, trocar o dinheiro, resolver as contas de banco, cortar o cabelo.

O dia da viagem é ainda menos agradável que a semana que passou, pelo menos foi assim para mim. Afinal, saber que, em menos de um dia, tudo irá mudar consideravelmente e que tudo que você sabe poderá não ser tão útil quanto o que você não sabe não é fácil.

No aeroporto, tudo foi bem tranquilo… Já tínhamos feito check-in pela internet então chegamos às 16h30 para despachar as malas. A família estava lá para a despedida final que começou às 17h40.

Muitos abraços, beijos e palavras de carinho. É bom ter certeza que seu coração está em excelentes condições antes de passar por uma emoção dessas. Sério.

Depois disso, fomos ao nosso portão de embarque, entramos no avião e começou a viagem.

O voo foi bem tranquilo. Logo, serviram bebida e um saquinho de amêndoas. Mais tarde, veio o jantar: carne ou peixe. Escolhi carne, veio uma carne seca com batata e pra mim estava bom, mas confesso que não sou muito exigente quanto a isso. Durante toda a noite, passavam servindo água, em um momento serviram bolinho e pão também. De “manhã” (sem contar o fuso, seria de madrugada), serviram o café da manhã: omelete, frutas e pão.

Não achei muito frio lá dentro, como já foi em outros voos. Mas é bastante seco, beber água e lavar o rosto é indispensável.

As opções de filmes na tv também estavam muito boas. Aproveitei para assistir ao Lobo de Wall Street primeiro, porque sabia que dormiria um pouco durante os próximos filmes, que foi o que aconteceu. Também assisti a algumas séries no final da viagem: Big Bang Theory, Modern Family e How I Met your Mother.

Depois de, aproximadamente, 11h de voo, chegamos ao nosso destino. E o que parece um fim, nada mais é do que um começo.

Alexandre e eu um pouco antes de entrarmos no avião.

Alexandre e eu um pouco antes de entrarmos no avião.

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Meus pais e eu no aeroporto.