Educação das Crianças Holandesas

Postado em 27/10/2015

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Olá! :)

Hoje vou traduzir aqui para vocês, um post que encontrei falando sobre a maneira como os holandeses educam seus filhos. Eu acho bastante interessante essas diferenças culturais e achei que vocês poderiam gostar também!

No começo do verão, quando chegou, finalmente, a vez da minha filha para um passeio, ela saiu um pouco da fila. Eu saí para trazê-la de volta e fui confrontada por um menino de 5-6 anos que tinha estado atrás de nós.

“Com licença,” ele me disse “Mas agora é minha vez.”

Eu expliquei que nós tínhamos esperado por muito tempo, mas ele teimava em dizer que era o próximo na fila. Há poucos passos, sua avó olhava e não dizia nada. Depois de mais algumas explicações, ele nos deixou ir.

Ele não foi malcriado ou rude – ele foi muito educado. Finalmente, chegamos a um consenso. Mas eu estava surpresa ao perceber quão igual nossa conversa tinha sido: eu não podia me imaginar sendo tão direta com um adulto, muito menos com um estranho, nessa idade.

Eu moro na Holanda, onde eu percebi que muitas crianças têm esse tipo de confiança – de novo, sem ser grosseira. É parecido com algo que eu notei em meu trabalho, aqui há tipicamente uma atmosfera onde qualquer um, em qualquer nível da companhia, é livre e se sente confortável em dar sua opinião.

Franqueza é um traço quase sinônimo de ser holandês e eu falei com a Dra. Krista Okma, consultora sênior no Netherlands Youth Institute, sobre como isso acontece.

Okma explicou que os pais holandeses frequentemente encorajam a negociação com seus filhos. “Negotiation-based parenting” (Parentalidade à base da negociação), como ela chama. Ela disse que essa abordagem “prepara as crianças para sua própria autonomia.”

Enquanto a maioria dos livros ou colunas de conselhos que eu li (principalmente do Reino Unido e dos EUA) deixam claro que você nunca deve negociar com seu(sua) filho(a), Okma disse que sempre deve haver um espaço para discussão – a menos, claro, se for relacionado com segurança.

“Encontre um jeito de ser flexível,” ela sugere “mesmo com crianças pequenas. Deixá-las escolher o que querem vestir, se querem brócolis ou feijão.” E com as crianças maiores, permiti-las questionar suas regras – perguntar por que algo é importante, por que é necessário.

“Isso constrói uma base moral.” ela diz “Quando a pessoa que diz, ‘porque eu disse sim’ não está por perto, a criança continua praticando determinados comportamentos, porque se torna parte de sua estrutura.”

Dessa forma, ela diz, também ajuda a criança a crescer mais aberta e respeitando mais o ponto de vista dos outros. Na era da internet, isso também os ajuda a serem mais críticos, a “pedir por explicação, questionar, não só aceitar e acreditar em tudo o que é dito.”

Encontrar espaço para negociação, usar o tempo para explicar, considerar o ponto de vista da criança não soa terrivelmente irracional e, pelo menos para os pais holandeses, Okma diz que funciona para alcançar seus objetivos com as crianças.

“Nós perguntamos para os pais com quem trabalhamos quais são suas prioridades na criação de seus filhos.” ela disse. “E a resposta mais comum, nessa ordem, é autonomia, assertividade e respeito pelos outros.”

Do meu ponto de vista, parece estar funcionando.

Fonte: Why You Should Encourage Your Kids to Talk Back – expatsHaarlem

Por enquanto, fico por aqui! 😉

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Até a próxima!

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