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AMSTERDAM LIGHT FESTIVAL

Olá! :)

Hoje, vou contar sobre o “Amsterdam Light Festival”, uma exposição de luzes espalhadas por Amsterdam.

Há dois tipos de tour que você pode fazer, um de barco pelos canais e um a pé.

Nós resolvemos fazer o caminho a pé. Fomos de trem até a Estação Central de Amsterdam e lá pegamos um metrô para Waterlooplein (usamos o aplicativo 9292 para nos locomovermos melhor). Você pode pegar o metrô 51, 53 ou 54 e descer na 2a estação.

Quando chegamos, não sabíamos direito para que lado ir, porque o mapa que eu tinha no celular não era muito bom. Fomos para direita e encontramos um “quiosque” com informações. Lá tinha um lugar quentinho e confortável para beber alguma coisa, tinha mapa por 3,50 e um tour guiado por 12,50.

Como era 18h20 e o tour só começava as 20h, decidimos ir por conta própria. Baixamos o aplicativo do evento e tínhamos um bom mapa para seguir.

Vou contar agora um pouco de cada instalação na ordem que eu vi (porque a 1a do trajeto, por exemplo, foi a minha última rsrs).

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Light Bridge (Ponte de luz)

Uma ponte flutuante de luz que quer mostrar a ligação entre a água e a terra (ok… essa não tem muito o que explicar, mas é bonito de ver).

 

 

My Light Is Your Light… (Minha luz 10392434_726206720809576_3927167758553506744_né sua luz…)

Com essas pessoas de luz, o autor quis retratar refugiados chegando a Amsterdam. Carregando nas costas suas bagagens (sejam de objetos ou de problemas). Além disso, é uma forma de mostrar que Amsterdam os recebe e agora há um futuro, um recomeço para eles.

 

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The Gatekeepers (Os porteiros)

Esses são bem legais (são dois). Com projeção, vemos seus corpos normais, ou como engrenagens, ou como esqueletos.
Eles estão na frente do Hermitage Amsterdam, que é um museu com mais de 30 pinturas de porteiros dos séculos XVII e XVIII.
É como se eles estivessem protegendo o museu e tudo o que foi conquistado no século XVII, considerado um período importante de crescimento para Holanda.

10846039_726206824142899_4201887758538137484_nSpeederman (Homem rápido)

A estátua de um homem com luzes que representam o rastro dele, tipo o Flash (sei que a parte sem luz é difícil de ver, mas é isso).
Um presente da República Tcheca.

 

 

 

10850150_726206840809564_5338573171482253860_n 10421183_726206857476229_7558423792097337879_n Volte

Um caleidoscópio gigante.
Você pode se conectar a rede wifi “Volte”. Depois ir à página “volte.local” e escolher uma das imagens disponíveis para aparecer no caleidoscópio. A ideia é que as pessoas respondam à pergunta: “Como a cidade se sente?”. (confesso que só soube disso tarde demais).

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Street Light Evolution (Evolução dos postes de luz)

Nesta construção com postes de luz, a ideia é que você pense sobre as coisas que são tão normais que você não costuma reparar. Tanto o próprio objeto quanto às pessoas envolvidas na sua criação/funcionamento.

 

 

 

10540805_726206914142890_2211232477022559582_n Re(bi)cycle Dome (Cúpula de Bicicletas Recicláveis)

Uma estrutura montada com 300 rodas de bicicletas descartadas. A iluminação é alimentada por meio de uma bomba de água, controlada pelos visitantes (também não vi isso enquanto podia apertar).

 

 

 

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Constellation (Constelação)

A ideia é que, passando sob os arcos, os visitantes tenham a impressão de estar entrando no espaço (achei que o nome não tem nada a ver, minha ideia de espaço não combina com isso).

 

10423271_726206967476218_1432483224399459855_n 10481166_726206987476216_107704147369223627_n(Waste lights waste world) (Gaste luz gaste o mundo)

Essa é uma instalação referente ao cuidado com nosso planeta. Esse globo de 4 metros de diâmetro e 400 Kg é formado por latas usadas. E sua luz é alimentada por 2000 pilhas descartadas por terem “acabado” (na verdade, agora eu sei que nunca usamos uma pilha até o final). Além disso, o trabalho foi construído com a ajuda de voluntários e estudantes para reforçar a ideia de que somos nós que estamos destruindo o planeta, mas se quisermos nós mesmo podemos “consertá-lo”.

1546461_726207010809547_6900339124594356508_nFlawless (Perfeição)

Nessa construção de folhas acima de uma lagoa, o artista quis representar a passagem do outono para o inverno, no qual as folhas caem e a paisagem se transforma (a mudança de estações é muito visível aqui na Europa).  Além disso, durante o dia, os pigmentos presentes nas folhas absorvem a luz do Sol. E à noite, elas brilham. Assim, eles mesmas proprocionam a sua luz.

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Nessa rua bem arborizada, há projeções pelas árvores. Em uma, uma menina dançando. Em outra, mãos que ficam se mexendo. Ao longo de todo o caminho, luzes nas copas das árvores a fim de recuperar o verde que não é possível ver no outono/inverno.

522114_726207117476203_7201109475132978642_n10846449_726207094142872_2603714695428377251_n Triangolini

Com esse grande quadro de luz cheio de triângulos de um material parecido com esparadrapo, o artista quis mostrar que os melhores brinquedos podem ser os mais simples. Os visitantes podem mover os triângulos e criar à vontade (na 2a foto, pode não dar pra ver, mas sou eu).

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On the WIngs of Freedom (Nas Asas da Liberdade)

Um longo caminho formado por essas “borboletas” que ora ficavam todas das mesma cor, ora ficavam coloridas. Com elas, o autor quis representar o constante processo de transformação e mudança pelo qual está tudo passando, o tempo todo. O meu preferido.

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Object O (Objeto O)

Esse círculo suspenso de luz é para representar o Sol, a Lua e o aspecto cíclico entre o dia e a noite (talvez esse devesse se chamar Constelação). 

 

 

10846344_726207330809515_2329668285414636650_n Camp Fire (Fogueira)

Uma fogueira gigante para resgatar a conversa e o contato entre as pessoas.

 

 

10868153_726207347476180_7013129162506195158_nThe Millers Tale (A História dos Moinhos)

Uns 3 ou 4 lençóis que contavam a história do moinhos no século XVII. Não dá pra ver na foto, mas o lençol tem vários furinhos formando o desenho (não tem muita graça).

 

 

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Sneaky Serpents (Serpentes)

Muitas serpentes de luz espalhadas pelo canal. Quando as pessoas batem palmas, elas parecem se esconder e ir mais para o fundo. Quando está silêncio, aparecem mais fortes como se estivessem na superfície. A ideia é: “Já pensou se quando você batesse palmas, a cidade ficasse em silêncio?” (isso seria um sonho!).

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Alley of Light (Beco da Luz)

É como se fosse uma caixa de luz, com 4 metros de altura, 12 metros de comprimento e 2000 lâmpadas de LED. Você pode andar num caminho no meio dessa “caixa” e lá você tem uma perspectiva bem legal. Com isso, o artista quis mostrar o encanto trazido pela luz, em meses tão escuros por aqui, e como a luz pode ajudar a construir algo a partir do nada.

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NOW (Agora)

Quando você aperta o botão, a projeção da palavra “NOW” aumenta em um dos prédio ao redor da praça (depende qual dos 4 botões você está apertando).

 

 

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178 BOTTLES, 1 MESSAGE (178 GARRAFAS, 1 MENSAGEM)

Um coração composto por 178 garrafas formando diversas bandeiras bem no meio da cidade. Essa foi uma forma do autor representar que Amsterdam abraça pessoas de diversas nacionalidades. Ele se inspirou na frase de Floor Wibaut (1859-1936) um ex-vereador da cidade: “Há apenas uma terra: mundo. Há apenas uma nação: humanidade. Há apenas uma fé: amor.” (Lindo, né?!). Para sua bandeira aparecer no coração, é só tirar uma foto dele e postar com #178BOTTLES ou usar o aplicativo do evento (preciso dizer que a bandeira do Brasil não está aí porque só soube tarde demais?).

Foi um passeio muito divertido de fazer! Como se fosse um caça ao tesouro no meio de Amsterdam. Íamos olhando o aplicativo, procurando as placas com setas e as luzes vermelhas nos postes para ter certeza do caminho. Havia muitas pessoas nessa mesma busca.

Como é um passeio que só dá para fazer de noite e nessa época está muito frio, é bom ir preparado (meus dedos quase congelaram). Para ajudar, há várias barracas espalhadas pelo caminho vendendo chocolate quente, café, chá, vinho quente (uma tradição dessa época por aqui), sopa e lanche (em uma barraca estavam vendendo marshmallows no palito).

O melhor lugar que encontramos fica próximo ao “Triangolini”. Lá havia umas quadras de tênis e uma lanchonete muito acolhedora com banheiros de graça (o que é uma raridade por aqui). Além disso, as coisas estavam bem mais baratas que nas outras paradas (o vinho quente estava 2,00 e a sopa de ervilha 2,50… o que nas outras estava entre 4 e 5 euros). Aquecer por dentro e por fora foi ótimo para seguirmos o trajeto.

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Esse ano, o Amsterdam Light Festival começou dia 27/11 e vai até 18/01/15. Pra quem planeja vir para cá nessa época, mesmo que não seja agora, vale a pena dar uma pesquisada, pois todo ano tem.

Aqui está o site do evento (em holandês ou inglês).

Por enquanto, fico por aqui. ;)
Escreva seus comentários e sugestões para os próximos posts.
Até semana que vem!

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