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Vazamento, proprietário e holandeses

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Olá!

Hoje vim contar um pouco sobre o que aconteceu comigo no dia 31 de dezembro.

Eu moro em um prédio de dois andares. No térreo, tem um Shoarma (onde vende kebab); no primeiro andar mora a irmã do proprietário do meu apartamento; e eu no segundo andar.

Bom, o fato é que o pai do dono do meu apartamento e da minha vizinha veio aqui porque estava vazando água no apartamento dela. Detectamos que vinha da máquina de lavar (1º porque ela estava sendo usada no momento e 2º porque o chão da lavanderia estava cheio de água).

Aqui vem um fato importante a saber: aqui na Holanda, o dono do apartamento continua responsável por ele. Ou seja, qualquer problema que der aqui, é ele quem precisa resolver. Como alugamos a casa mobiliada isso se extende aos móveis e eletrodomésticos também. (Alguns exemplos que já aconteceram: ele teve de trocar o “botão” do aquecedor, o chuveiro, a torneira do banheiro e o aspirador de pó).

Dessa vez, ao que parece o problema não é na máquina, mas um dos canos por onde a água vai embora que devia estar entupido (ele e o pai dele já vieram aqui para achar o problema e jogar “diabo verde” no cano).

Tem outra pequena parte dessa história que eu queria contar: quando o pai do proprietário foi ver a máquina, ela estava lavando as toalhas de mesa. É pouca roupa, mas aqui não tem tanque e eu particularmente não sei outro jeito de lavá-las. Mas assim que ele viu, disse que era pouco pra colocar na máquina, que eu estava gastando dinheiro à toa.

E aqui eis duas características dos holandeses: ele são econômicos demais! Nada de gastos exagerados, nada de acender a luz se tem claridade lá fora e nada de lavar pouca roupa na máquina. Além disso, são extremamente sinceros, falam aquilo que precisam falar, sem rodeios, mesmo que possa parecer um pouco intrometido.

Claro que não podemos generalizar. As características podem aparecer em diferentes graus e sempre há exceções, mas no geral, muitos holandeses são parecidos nesses quesitos.

Se tiver alguma dúvida, fique à vontade para conversar comigo aqui nos comentários ou nas redes sociais (Facebook / Twitter) que ficarei feliz em ajudar!

Abraços e até a próxima!

Postado em 05/01/2016

A chegada do Sinterklaas

Olá! :)

Já contei aqui, em outro post, sobre o Sinterklaas, uma data comemorativa parecida com o Natal, mas ainda mais importante para os holandeses.

Nesse post, não vou explicar sobre a data comemorativa em si, celebrada dia 05/12, mas sim sobre a chegada do Sinterklaas (que é bem parecido com o nosso Papai Noel).

Ele chega, normalmente, no meio de novembro. Aqui no Haarlem, ele chegou, esse ano, no dia 15 de novembro e foi motivo de muita festa e comemoração.

Segundo a lenda, o Sinterklaas vem com seus ajudantes (os Zwarte Pieten) da Espanha. As crianças que se comportaram ganham doces e presentes trazidos por eles, as outras são colocadas num saco e levadas para a Espanha (sem nenhum incidente desses até agora hahaha).

O dia que ele chega é um dia de festa! As crianças começam a chegar fantasiadas e pintadas para esperá-lo. Enquanto, ele não chega os Zwarte Pieten ficam brincando com as crianças, cantando e distribuindo bolachinhas (kruidnoten).

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O barco no qual ele chega é maior do que eu imaginava. E as crianças não param de acenar e gritar o nome dele.

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Quando ele desce do barco, começa um desfile pela cidade com uma banda tocando, caminhõezinhos (tipo de trio elétrico) e o Sinterklaas que vai por último no seu cavalo branco chamado Amerigo. Chegando à praça principal da cidade, ele recebe as crianças para que possam tirar fotos e conversar com ele.

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Se tiver alguma dúvida, fique à vontade para conversar comigo aqui nos comentários ou nas redes sociais (Facebook / Twitter) que ficarei feliz em ajudar!

Abraços e até a próxima!

Postado em 01/12/2015

Metade dos Holandeses fazem trabalho voluntário

Postado em 11/11/2015

Olá! :)

Mais um post traduzido para vocês:

Os holandeses são campeões em trabalho voluntário. Quase metade da população da Holanda pratica alguma forma de trabalho voluntário pelo menos uma vez por ano e 30% o pratica mensalmente, de acordo com a estatística nacional realizada pela CBS na quinta-feira, 05 de novembro de 2015.

O novo relatório de “Coesão Social” é sobre o que une e divide os olhares, as tendências da sociedade holandesa em termos de participação e confiança no período de 2012 a 2014. A CBS diz que muitas pessoas estão envolvidas ativamente na sociedade e possuem confiança nela. Trabalho voluntário é uma importante parte desse envolvimento, a CBS afirmou. Não apenas as pessoas confiam umas nas outras, mas isso se expande para o sistema legal, polícia e exército.

O relatório mostra que 3 a cada 10 pessoas possuem contato diário com amigos e família, mas apenas 16% conversam com seus vizinhos com essa frequência. Pessoas com origem imigrante não-ocidental são mais propensas a ter contato diário com amigos e família do que os holandeses, comentou a CBS.

Em comparação ao relatório anterior, de 2010, apesar da crise econômica e política, a “participação e confiança mudaram muito pouco e, a longo prazo, têm melhorado”. Entretanto, religião, país de origem e nível de educação se mantêm divisionistas, o relatório afirma. No geral, quanto mais baixo o nível de educação de alguém, “menos provável de eles se juntarem, de desconfiarem de outras pessoas e das instituições políticas e sociais”.

Fonte: Half the Dutch do voluntary work – expatsHaarlem

Educação das Crianças Holandesas

Postado em 27/10/2015

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Olá! :)

Hoje vou traduzir aqui para vocês, um post que encontrei falando sobre a maneira como os holandeses educam seus filhos. Eu acho bastante interessante essas diferenças culturais e achei que vocês poderiam gostar também!

No começo do verão, quando chegou, finalmente, a vez da minha filha para um passeio, ela saiu um pouco da fila. Eu saí para trazê-la de volta e fui confrontada por um menino de 5-6 anos que tinha estado atrás de nós.

“Com licença,” ele me disse “Mas agora é minha vez.”

Eu expliquei que nós tínhamos esperado por muito tempo, mas ele teimava em dizer que era o próximo na fila. Há poucos passos, sua avó olhava e não dizia nada. Depois de mais algumas explicações, ele nos deixou ir.

Ele não foi malcriado ou rude – ele foi muito educado. Finalmente, chegamos a um consenso. Mas eu estava surpresa ao perceber quão igual nossa conversa tinha sido: eu não podia me imaginar sendo tão direta com um adulto, muito menos com um estranho, nessa idade.

Eu moro na Holanda, onde eu percebi que muitas crianças têm esse tipo de confiança – de novo, sem ser grosseira. É parecido com algo que eu notei em meu trabalho, aqui há tipicamente uma atmosfera onde qualquer um, em qualquer nível da companhia, é livre e se sente confortável em dar sua opinião.

Franqueza é um traço quase sinônimo de ser holandês e eu falei com a Dra. Krista Okma, consultora sênior no Netherlands Youth Institute, sobre como isso acontece.

Okma explicou que os pais holandeses frequentemente encorajam a negociação com seus filhos. “Negotiation-based parenting” (Parentalidade à base da negociação), como ela chama. Ela disse que essa abordagem “prepara as crianças para sua própria autonomia.”

Enquanto a maioria dos livros ou colunas de conselhos que eu li (principalmente do Reino Unido e dos EUA) deixam claro que você nunca deve negociar com seu(sua) filho(a), Okma disse que sempre deve haver um espaço para discussão – a menos, claro, se for relacionado com segurança.

“Encontre um jeito de ser flexível,” ela sugere “mesmo com crianças pequenas. Deixá-las escolher o que querem vestir, se querem brócolis ou feijão.” E com as crianças maiores, permiti-las questionar suas regras – perguntar por que algo é importante, por que é necessário.

“Isso constrói uma base moral.” ela diz “Quando a pessoa que diz, ‘porque eu disse sim’ não está por perto, a criança continua praticando determinados comportamentos, porque se torna parte de sua estrutura.”

Dessa forma, ela diz, também ajuda a criança a crescer mais aberta e respeitando mais o ponto de vista dos outros. Na era da internet, isso também os ajuda a serem mais críticos, a “pedir por explicação, questionar, não só aceitar e acreditar em tudo o que é dito.”

Encontrar espaço para negociação, usar o tempo para explicar, considerar o ponto de vista da criança não soa terrivelmente irracional e, pelo menos para os pais holandeses, Okma diz que funciona para alcançar seus objetivos com as crianças.

“Nós perguntamos para os pais com quem trabalhamos quais são suas prioridades na criação de seus filhos.” ela disse. “E a resposta mais comum, nessa ordem, é autonomia, assertividade e respeito pelos outros.”

Do meu ponto de vista, parece estar funcionando.

Fonte: Why You Should Encourage Your Kids to Talk Back – expatsHaarlem

Por enquanto, fico por aqui! 😉

Se tiver perguntas, comentários ou sugestões para os próximos posts é só escrever aqui ou nas redes sociais: Facebook / Twitter / Instagram
Até a próxima!